Você conhece as diferenças entre uma peça para veículo original e uma paralela? E que uma muitas vezes as peças que você compra em autopeças ou distribuidoras trata-se do mesmo produto?

Conheça um pouco mais de como funciona o mercado de reposição automotivo no texto abaixo.

Quando um consumidor adquire um veículo 0 km em uma concessionária esse geralmente possui um período de 5 anos de garantia. Geralmente a garantia abrange motor, câmbio, parte elétrica e alguns componentes de suspensão que possam apresentar algum defeito de fabricação.

Durante esse período de 5 anos geralmente o cliente dirige-se a uma concessionária para efetuar as revisões pré determinadas por tempo e ou quilometragem para validar essa garantia. Nessas revisões geralmente são feitas trocas de óleo, filtros, higienização do sistema de ar condicionado entre outros eventuais serviços que compõem o checklist de revisão.

Recomendamos que as trocas de óleo de motor e câmbio assim como o filtro do óleo lubrificante, durante o tempo de garantia deve ser substituído em uma agência autorizada, e dentro do prazo, pois, qualquer defeito que possa apresentar especialmente nesse caso no motor, o proprietário do veículo estará assegurado e amparado.

Mas durante esses 5 anos de amparo da montadora você sabia que, precisará muito provavelmente substituir itens que não fazem parte da garantia da concessionária e que não fazem perder a garantia do veículo?

Entre eles, os mais comuns são: discos de freio, pastilhas de freio, filtros de ar, amortecedores, buchas de bandeja, pivôs, bieletas, terminais de direção, braços de suspensão entre outros.

É isso mesmo, é facultado ao cliente obviamente substituir as peças que eventualmente apresentem algum defeito por desgaste natural, como por exemplo as pastilhas de freio dentro da autorizada ou substituir esse produto em uma oficina mecânica de confiança (provavelmente com melhor preço).

É aqui que começa o universo do mercado de reposição automotiva!

Para se ter uma ideia o consumo nacional mensal de pastilhas de freio é de aproximadamente 3 milhões de jogos/mês, para uma frota circulante de mais de 45 milhões de veículos atualmente.

Para atender as montadoras as fábricas produzem através de um contrato de fornecimento de uma determinada peça, que vai equipar o veículo produzido no ano e vai atender a reposição com a marca ou a caixa com emblema da montadora.

Mas essa fábrica também atende o mercado de reposição chamado paralelo (e aí temos que fazer um parêntese pois no passado se confundia muito paralelo com adaptação, o que é um erro).

Voltando ao assunto essas marcas atendem uma fatia dessa demanda acima citada produzindo com a sua marca o mesmo item para suprir a demanda automotiva.

Entre essas marcas podemos citar algumas conhecidas:

  • No caso de amortecedores a Monroe
  • No caso de correias a Gates
  • No Caso de filtros a Hengst
  • Nos casos de discos de freio a Fremax
  • No exemplo de pastilhas a Ferodo
  • entre várias outras.

Nesse caso é possível afirmar que a qualidade do produto comprado em uma autopeças e na autorizada praticamente se equiparam e o grande benefício ao cliente estará no preço, que será bem mais em conta no mercado paralelo ficando a diferença apenas na marca ou embalagem do produto.

Mas além disso é importante dizer que existem outras fábricas menores, menos conhecidas e as fábricas de outros países que disputam esse mercado e vendem seus produtos para as autopeças.

Os Estados Unidos, Alemanha, China e Índia, não necessariamente nessa ordem, estão entre os principais fornecedores de Autopeças para o Brasil, sendo que a qualidade assim como o preço pode mudar bastante.

Para poder estabelecer um padrão de segurança e qualidade, hoje existe uma certificação no Inmetro que exige que todas as fabricantes de autopeças, principalmente em itens de segurança, precisam fazer a certificação e os testes para não lesar o consumidor final.

Apesar das certificações terem mudado o grau de exigência na produção, ainda há muitas autopeças que estão livres da certificação e que a qualidade deixa a desejar. Por isso, é importante nesse mercado desenvolver uma relação de confiança com a empresa que está comercializando autopeças, saber qual é o tempo de experiência da mesma no mercado, se comercializa somente na internet ou tem loja física, se os vendedores são qualificados tecnicamente e são honestos em relação a venda.

Falo isso, pois o vendedor com experiencia tem capacidade e informação suficiente em suas mãos para orientar o cliente em todos os aspectos de acordo com a filosofia e proposta da empresa no mercado em que atua.

Por isso, vale a pena conhecer bem a índole das empresas nesse setor, seus vendedores, equipe técnica, marcas que ela distribui que são conhecidas e as que não são tão conhecidas, é importante saber como a empresa se posiciona caso ocorra algum defeito na peça.

Ah, vale lembrar que nos casos de peças que são consideradas acabamentos e acessórios, geralmente o mercado paralelo é carente pelo fato da demanda ser pequena, o que inviabiliza a produção e ou a importação. Tornando-se assim mais baratos na própria autorizada, como capas de espelho retrovisor, adesivos, algumas lanternas, grampos de forros, entre outros.

Para isso existe uma lei vigente que garante ao proprietário do veículo que a autorizada é obrigada a fornecer peças durante até 10 anos após o veículo ser considerado fora de linha, isto é não ser mais produzido naquele modelo.

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